Mercado Livre de Energia
25 de fevereiro, 2026
LEITURA DE 4MIN
Mercado livre de energia concentra quase todo o consumo industrial no Brasil
Dados do Boletim da Energia Livre mostram que o mercado livre já reúne 82.958 unidades consumidoras, responde por 43% da energia elétrica consumida no país e concentra a maior parte do consumo industrial. Entenda os números e os perfis de consumidores atendidos.

Participação da indústria e do comércio
Em novembro de 2025, consumidores classificados como indústria foram responsáveis por 95% da eletricidade consumida no mercado livre de energia, percentual superior aos 93% observados no mesmo mês de 2024. Esse grupo é composto principalmente por grandes plantas industriais e unidades produtivas com elevado consumo, perfil em que contratos de energia estruturados exercem influência direta na competitividade.
No segmento de comércio, a participação no ambiente livre também apresentou crescimento. Em novembro de 2025, 47% do consumo elétrico do setor ocorreu no mercado livre, frente a 41% registrados no ano anterior.
O boletim aponta ainda que, no penúltimo mês de 2025, o mercado livre contabilizava 82.958 unidades consumidoras. Em doze meses, foram adicionadas 21.547 novas unidades, representando um crescimento acumulado de 35% no período.
Onde estão esses consumidores
Sob o aspecto geográfico, o estado de São Paulo lidera em número de consumidores no mercado livre, com 26.215 unidades. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 7.567 unidades, e o Paraná, com 7.428 unidades.
Considerando a carga total do país, o mercado livre já responde por 43% de toda a energia elétrica consumida no Brasil, o que evidencia a relevância desse ambiente de contratação no cenário nacional.
Quais tipos de mercado aparecem nesses dados?
Os percentuais apresentados no boletim contemplam empresas atendidas em média e alta tensão, que atualmente formam a principal base do mercado livre de energia. Para consumidores em baixa tensão, a Lei 15.269/2025 prevê a possibilidade de migração ao mercado livre em até 24 meses após a sanção da norma, aprovada em novembro do ano anterior.
De acordo com a Abraceel, essa legislação tende a ampliar de forma significativa o universo de consumidores com direito à escolha do fornecedor de energia. Estudo da associação, publicado em 2024, estima que aproximadamente 6 milhões de pequenos estabelecimentos comerciais e cerca de 400 mil pequenas indústrias, atualmente atendidos em baixa tensão, poderão se beneficiar da abertura do mercado.
Os números do boletim evidenciam dois movimentos complementares. De um lado, o mercado livre encontra-se consolidado entre grandes consumidores em média e alta tensão, com destaque para a indústria, que concentra 95% da energia consumida nesse ambiente, e para o comércio, que já direciona parcela expressiva de seu consumo para contratos livres. De outro, a combinação da Lei 15.269/2025 com as estimativas da Abraceel aponta para a formação de um novo espaço de mercado, voltado a milhões de pequenos comércios e centenas de milhares de pequenas indústrias em baixa tensão.
Alta, média e baixa tensão: o que diferencia cada perfil
As classificações em alta, média e baixa tensão referem-se ao porte e ao perfil de consumo das unidades conectadas à rede elétrica. Atualmente, mercado livre de energia é composto por consumidores ligados em média e alta tensão, como grandes indústrias e instalações comerciais de grande porte, que historicamente tiveram acesso prioritário a esse ambiente de contratação.
Com a Lei 15.269/2025, abre-se a perspectiva de que consumidores em baixa tensão também possam migrar gradualmente para o mercado livre, alcançando pequenos e médios negócios, como mercados, lojas, padarias, academias, galpões e outras operações do varejo e de serviços.
Quem mais se beneficia do mercado livre de energia
No contexto da Nova Energia, o mercado livre não se restringe às grandes indústrias. Empresas de pequeno e médio porte, que têm na energia um custo relevante de sua operação, também podem se beneficiar desse modelo, desde que atendam aos critérios regulatórios vigentes.
Supermercados, lojas de rua ou de shopping, padarias, açougues, hortifrutis, academias, pequenas indústrias de alimentos, oficinas, galpões logísticos, centros comerciais e outras operações com consumo significativo são exemplos de negócios que, em muitos casos, já podem avaliar a migração para o mercado livre de energia.
Para esses perfis, a energia representa um insumo estratégico, com impacto direto sobre margens e competitividade. Ao contratar a Nova Energia, as empresas passam a contar com contratos estruturados de acordo com seu porte e realidade operacional, ampliando a previsibilidade orçamentária e a eficiência na gestão energética.
Sua empresa não pode ficar fora do Mercado Livre de Energia
O fato de o mercado livre já concentrar praticamente todo o consumo industrial e avançar de forma consistente no comércio mostra que a forma de contratar energia no Brasil está mudando de maneira definitiva. Empresas que acompanham esse movimento tendem a ganhar mais controle sobre custos e maior previsibilidade financeira.
A Nova Energia atua lado a lado com sua empresa para avaliar a viabilidade da migração, simplificar as etapas regulatórias e estruturar contratos alinhados ao seu perfil de consumo. Se energia é um custo relevante na sua operação, é o momento de analisar esse cenário com profundidade.
Converse com a Nova Energia e descubra se sua empresa já pode se beneficiar do mercado livre de energia.
Fonte: Mercado livre de energia concentra quase todo o consumo industrial
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