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08 de junho, 2026
LEITURA DE 4MIN
Centros meteorológicos monitoram possível retorno do El Niño e impactos climáticos entre 2026 e 2027
Fenômeno climático pode influenciar chuvas, temperaturas e operação do sistema elétrico entre 2026 e 2027.
Modelos climáticos elevam alerta para possível formação do El Niño
Centros meteorológicos internacionais passaram a monitorar com maior atenção a possibilidade de formação de um novo evento de El Niño entre 2026 e 2027.
Segundo a NOAA, agência climática dos Estados Unidos, existe mais de 80% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno nos próximos meses. Modelos climáticos europeus também apontam para um possível aquecimento intenso das águas do Oceano Pacífico Equatorial.
As projeções ainda não confirmam a intensidade do evento, mas os dados atuais colocaram organismos climáticos em estado de atenção diante dos possíveis impactos globais associados ao fenômeno.
O que é o El Niño
O El Niño é um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global e modifica padrões climáticos em diferentes regiões do planeta.
O fenômeno ocorre quando os ventos alísios enfraquecem, permitindo que águas mais quentes avancem pelo Pacífico central e leste.
Esse processo interfere diretamente em fatores como:
• volume de chuvas
• temperatura do ar
• padrões de vento
• comportamento climático regional
No Brasil, os efeitos historicamente incluem alterações importantes no regime de precipitação e temperatura.
Intensidade ainda não pode ser confirmada
A intensidade do El Niño é medida a partir da elevação da temperatura das águas do Pacífico Equatorial em relação à média histórica.
Eventos classificados como muito fortes ocorrem quando a temperatura permanece mais de 2°C acima da média durante vários meses consecutivos.
Esse cenário foi registrado em episódios históricos como:
• El Niño de 1982-83
• El Niño de 1997-98
• El Niño de 2015-16
Apesar das projeções atuais, especialistas afirmam que ainda não é possível determinar se o evento previsto para 2026 será moderado, forte ou extremo.
Segundo cientistas, previsões realizadas entre março e maio apresentam maior nível de incerteza devido à chamada “barreira de previsibilidade”, período em que atmosfera e oceano passam por rápidas transições climáticas.
Além do aquecimento das águas, a consolidação de um El Niño intenso depende também da resposta da atmosfera ao fenômeno.
Possíveis impactos climáticos no Brasil
Historicamente, o El Niño provoca efeitos climáticos distintos em diferentes regiões brasileiras.
Entre os principais impactos observados em episódios anteriores estão:
• aumento das chuvas na Região Sul
• redução das precipitações no Norte do país
• diminuição das chuvas em partes do Nordeste
• ocorrência de ondas de calor mais intensas
As alterações climáticas também podem produzir efeitos econômicos relevantes em diferentes setores da economia.
Reflexos sobre energia e custos operacionais
Segundo especialistas, eventos climáticos associados ao El Niño podem aumentar a necessidade de acionamento de usinas termelétricas em determinados períodos.
Em cenários de redução de chuvas e menor afluência aos reservatórios hidrelétricos, o sistema elétrico pode demandar geração térmica complementar para preservar a segurança energética.
Esse movimento tende a pressionar os custos operacionais do sistema elétrico e pode produzir reflexos sobre tarifas de energia e preços do mercado de curto prazo.
Fonte: Terra
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