A sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta ambiental ou reputacional. Hoje ela faz parte das decisões estratégicas das empresas e influencia diretamente competitividade, acesso a crédito, relacionamento com investidores e posicionamento no mercado.

Esse movimento está ligado à evolução das práticas de governança e à crescente importância dos critérios ESG nas decisões corporativas. Empresas que estruturam sua estratégia de sustentabilidade conseguem reduzir riscos, melhorar eficiência operacional e fortalecer sua posição em cadeias produtivas cada vez mais exigentes.

Nesse cenário, a forma como a empresa consome e contrata energia tornou-se um dos pontos centrais da estratégia sustentável.

ESG e a nova lógica da sustentabilidade empresarial

A agenda ESG, sigla para Environmental, Social and Governance, reúne critérios utilizados por investidores, instituições financeiras e grandes empresas para avaliar práticas de sustentabilidade e governança corporativa.

Hoje, organizações não são avaliadas apenas por seus resultados financeiros. Indicadores relacionados ao impacto ambiental, à gestão de riscos e à transparência corporativa passaram a ter peso relevante nas decisões de investimento e contratação.

Diversos frameworks internacionais ajudam a estruturar essa avaliação, como:

• GRI (Global Reporting Initiative)
• SASB (Sustainability Accounting Standards Board)
• TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures)
• GHG Protocol, utilizado para inventários de emissões de gases de efeito estufa

Dentro desses indicadores, o consumo de energia elétrica ocupa papel central. Parte significativa das emissões corporativas está associada à eletricidade utilizada nas operações, classificadas como emissões de Scope 2.

Por isso, a origem da energia consumida e a forma como ela é contratada passaram a ser fatores relevantes dentro da estratégia de sustentabilidade das empresas.

Energia e gestão de custos no setor elétrico brasileiro

Além da dimensão ambiental, a energia também tem impacto direto na estrutura de custos das empresas.

No Brasil, o sistema elétrico é fortemente influenciado por fatores hidrológicos e operacionais. Um dos indicadores que refletem essa dinâmica é o PLD, sigla para Preço de Liquidação das Diferenças.

O PLD representa o preço da energia no mercado de curto prazo e é calculado com base no Custo Marginal de Operação do sistema elétrico, determinado pelos modelos computacionais utilizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Esse valor varia semanalmente e reflete condições como:

• Nível dos reservatórios
• Previsão de chuvas
• Demanda por energia
• Necessidade de acionamento de usinas térmicas

Para empresas com alto consumo energético, essa volatilidade pode impactar o planejamento financeiro. Por isso, estruturar uma estratégia de contratação de energia tornou-se um elemento importante da gestão empresarial.

Mercado Livre de Energia e liberdade de contratação

O Mercado Livre de Energia permite que empresas escolham de quem comprar energia e negociem diretamente com geradores ou comercializadoras.

Diferentemente do ambiente regulado, em que a energia é fornecida automaticamente pela distribuidora local, no mercado livre os consumidores podem definir as condições de contratação de acordo com seu perfil de consumo.

Isso permite que as empresas:

• Negociem preços e prazos contratuais
• Busquem maior previsibilidade de custos
• Escolham seus fornecedores de energia
• Estruturam uma estratégia energética alinhada ao planejamento financeiro

Essa liberdade contratual transforma a energia em um elemento estratégico da gestão empresarial.

Contratação de energia proveniente de fontes renováveis

Outro aspecto relevante do Mercado Livre de Energia é a possibilidade de contratação de energia proveniente de fontes renováveis.

Empresas podem optar por energia gerada por usinas solares, eólicas, hídricas ou de biomassa, integrando sustentabilidade diretamente à sua operação.

Essa escolha contribui para:

• Redução da pegada de carbono associada ao consumo de energia
• Fortalecimento de indicadores ambientais
• Alinhamento a metas corporativas de sustentabilidade
• Atendimento a exigências ambientais de clientes e investidores

Dessa forma, a sustentabilidade deixa de ser apenas um posicionamento institucional e passa a fazer parte da estrutura operacional da empresa.

Certificação de energia renovável com I-REC

Para muitas empresas, especialmente aquelas inseridas em cadeias produtivas internacionais, não basta apenas consumir energia renovável. Também é necessário comprovar a origem dessa energia.

Nesse contexto entram os certificados de energia renovável conhecidos como I-REC.

Os certificados I-REC são instrumentos internacionais de rastreabilidade que comprovam que determinada quantidade de energia consumida foi gerada a partir de fontes renováveis.

Por meio desses certificados, as empresas conseguem:

• Comprovar a origem renovável da energia utilizada
• Fortalecer indicadores ambientais e relatórios ESG
• Apoiar metas corporativas de redução de emissões
• Aumentar a transparência perante investidores e parceiros comerciais

A Nova Energia também apoia empresas nesse processo, viabilizando a certificação da energia renovável consumida por meio do sistema I-REC.

Sustentabilidade como parte da estratégia energética

Quando integrada à gestão energética, a sustentabilidade passa a gerar impactos concretos para o negócio.

Entre os principais benefícios estão:

• Maior previsibilidade de custos com energia
• Redução da exposição a variações do mercado elétrico
• Fortalecimento de indicadores ambientais
• Alinhamento a exigências de investidores e parceiros comerciais

Empresas que tratam energia como parte estratégica da operação conseguem transformar sustentabilidade em eficiência econômica e vantagem competitiva.

Como a Nova Energia apoia empresas nessa jornada?

Se a sustentabilidade já faz parte das metas da sua empresa, o próximo passo é estruturá la de forma estratégica. A Nova Energia atua como parceira nesse processo, apoiando empresas na construção de uma estratégia energética alinhada à eficiência econômica e à responsabilidade ambiental. Por meio do Mercado Livre de Energia, é possível contratar fontes renováveis, buscar maior previsibilidade de custos e integrar sustentabilidade à gestão financeira do negócio.

E, se a sua empresa ainda não trata sustentabilidade como prioridade, este pode ser o momento de reavaliar essa decisão. O mercado, os investidores e as cadeias produtivas estão cada vez mais atentos a critérios ambientais e de governança. Antecipar esse movimento significa ganhar vantagem competitiva. Quando bem planejada, a energia deixa de ser apenas um centro de custo e passa a ser uma alavanca para crescimento, posicionamento e geração de valor no longo prazo.


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