Nordeste lidera volume armazenado entre os submercados

Entre os quatro submercados, o Nordeste deve apresentar o maior nível de armazenamento ao fim do mês, com 69,2%. O Norte aparece na sequência, com 66,9%, enquanto o Sul registra a menor projeção, com 43,4%.

O cenário evidencia diferenças regionais importantes na disponibilidade hídrica, que impactam diretamente a estratégia de despacho das usinas e o equilíbrio entre geração hidráulica e térmica no país.

Afluências abaixo da média na maior parte do país

A energia natural afluente deve permanecer abaixo de 100% da Média de Longo Termo na maior parte dos subsistemas. A exceção é o Nordeste, cuja projeção é de 102% da MLT para fevereiro.

Os demais percentuais previstos são:

• Nordeste: 102% da MLT
• Sudeste/Centro-Oeste: 91% da MLT, acima dos 64% projetados no boletim anterior
• Norte: 71% da MLT
• Sul: 46% da MLT

No caso do Sudeste/Centro-Oeste, a revisão para 91% da MLT representa melhora em relação à expectativa anterior, indicando recuperação parcial das afluências na região.

Carga apresenta retração no SIN

A previsão de carga considerando a Micro e Minigeração Distribuída aponta recuo de 1,7% no Sistema Interligado Nacional em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A retração deve ser mais intensa no Sudeste/Centro-Oeste, com queda estimada em 4,3%, e no Sul, com redução de 5,7%. Já o Nordeste e o Norte indicam crescimento de 7,9% e 7,3%, respectivamente, demonstrando comportamento regional distinto no consumo de energia elétrica.

CMO sobe e despacho térmico se mantém elevado

Os valores médios semanais do Custo Marginal de Operação aumentaram em relação à semana anterior, atingindo R$ 322,62 por MWh em todos os subsistemas do SIN.

Com despacho térmico de 8.446 MW médios indicado pelo modelo Decomp na etapa de programação semanal, o custo de operação esperado para a semana operativa atual é de R$ 366,4 milhões. Para as próximas semanas de fevereiro, a média do custo de operação prevista é de R$ 243,73 milhões por semana.

O conjunto de indicadores reforça a importância do monitoramento contínuo das condições hidrológicas, da evolução da carga e do comportamento do CMO para o planejamento energético nacional ao longo do mês.

Conclusão

As projeções para fevereiro indicam um cenário de estabilidade moderada nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, com níveis acima de 58%, ao mesmo tempo em que as afluências permanecem abaixo da Média de Longo Termo na maior parte do país. O Nordeste se destaca tanto no volume armazenado quanto no desempenho das afluências, enquanto o Sul apresenta o quadro mais restritivo entre os submercados.

A retração da carga no Sistema Interligado Nacional, combinada à elevação do Custo Marginal de Operação e ao despacho térmico relevante, reforça a necessidade de gestão criteriosa dos recursos energéticos ao longo do mês. O acompanhamento desses indicadores segue fundamental para o equilíbrio da operação, a definição dos custos do sistema e a previsibilidade no setor elétrico.



Fonte: Canal Energia

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