Os documentos também indicam crescimento aproximado de 20% no consumo final de energia até 2035. Em um horizonte mais longo, o PNE 2055 aponta que a demanda energética pode chegar a até o dobro dos níveis atuais, com a eletricidade crescendo até quatro vezes.

Expansão da capacidade e fortalecimento das renováveis

De acordo com as projeções do PDE 2035, a capacidade instalada elétrica pode crescer cerca de 45% até o fim da próxima década. A expansão deve ser impulsionada principalmente por fontes renováveis e por novas soluções de geração e armazenamento.

Entre os principais pontos projetados estão:

• Ampliação de até 100 GW na capacidade instalada até 2035
• Investimentos estimados em R$ 3,5 trilhões no setor energético
• Crescimento de aproximadamente 20% no consumo final de energia
• Matriz energética com renovabilidade superior a 50%
• Expansão de solar, eólica, geração distribuída e armazenamento

A matriz energética brasileira deve manter participação de fontes renováveis acima de 50%, patamar cerca de quatro vezes superior à média da OCDE.

Planejamento como eixo estratégico da transição

Pela primeira vez, as consultas públicas do PDE 2035 e do PNE 2055 foram abertas simultaneamente, com o objetivo de alinhar decisões de curto, médio e longo prazo. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Thiago Prado, o PDE estabelece a trajetória de implementação para a próxima década, enquanto o PNE atua como um direcionador estratégico de longo prazo, garantindo consistência ao planejamento energético nacional.

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Gustavo Ataíde, destacou que o planejamento energético é um ativo estratégico do país e um dos pilares da política nacional de transição energética. Segurança de suprimento, previsibilidade regulatória e elevada participação de renováveis são resultados de um processo contínuo de planejamento.

No horizonte decenal, o PDE projeta crescimento do consumo final de energia em todos os setores, com destaque para indústria e transportes. A eletrificação da economia avança como tendência estrutural, enquanto o gás natural ganha relevância na indústria e os derivados de petróleo perdem participação de forma gradual.

As projeções reforçam que o planejamento energético assume papel central na sustentação do crescimento econômico, na organização da transição energética e na manutenção da competitividade do país nas próximas décadas.

Fonte: UOL Notícias

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