O Preço de Liquidação das Diferenças, valor de referência no mercado de energia, tem apresentado volatilidade desde março deste ano devido a fatores climáticos e mudanças metodológicas. Apesar desse cenário, especialistas reforçam que contratos bem estruturados no mercado livre continuam sendo a opção mais vantajosa para empresas que buscam economia e previsibilidade.

O fim do período chuvoso, que foi de outubro de 2024 a março de 2025, ficou marcado por menores volumes de chuva e mais episódios de eventos climáticos extremos. A redução do volume de chuva leva ao uso maior de usinas termelétricas para a geração de energia elétrica, que são mais caras. Além disso, a nova metodologia usada para a precificação da energia, que entrou em vigor este ano, ainda está influenciando o PLD.

Nova metodologia prioriza segurança do sistema

Os novos parâmetros de aversão ao risco aplicados ao PLD priorizam a possibilidade de cenários climáticos extremos, como secas prolongadas, e dão mais peso a esses cenários na hora do cálculo dos preços de energia. O modelo busca garantir maior segurança energética para o sistema elétrico brasileiro.

A combinação de maior aversão a risco e os resultados hidrológicos fizeram com que os preços oscilassem de cerca de R$ 59 em janeiro para picos de R$ 286 no subsistema Sudeste durante períodos específicos. Essa variação do PLD reforça a importância de contratos de longo prazo que protegem empresas dessa volatilidade.

Contratos no mercado livre seguem vantajosos

Apesar dessa movimentação, o diretor de relações institucionais do Grupo Melo Cordeiro e coordenador estadual da ABsolar, Bruno Catta Preta, reforça que os contratos no Ambiente de Contratação Livre ainda valem à pena. Os contratos de longo prazo continuam a oferecer economias significativas em comparação ao mercado cativo e ao PLD.

Especialistas do setor destacam que os consumidores ainda estão preferindo os contratos por trazerem mais segurança. Ficar exposto à volatilidade do PLD é muito arriscado, enquanto os contratos ainda trazem previsibilidade financeira, mesmo que sejam por períodos mais curtos como um ano.

Perspectivas dependem do clima

As tendências dos preços para 2026 estão diretamente relacionadas às condições meteorológicas. A expectativa é que o modelo continue o mesmo, sem alterações estruturais. Estamos no período de transição, da seca para o chuvoso, e são as condições meteorológicas que definirão os níveis de preço para o ano que vem.

Expansão do mercado livre acelera em novas regiões

Após se consolidar nas regiões Sul e Sudeste, as migrações para o mercado livre de energia apresentam um novo ciclo e estão mais diversificadas pelo Brasil. Em setembro, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica registrou a entrada de 1.429 novos consumidores para o segmento, o segundo melhor desempenho para o mês, atrás apenas do recorde do ano passado.

No acumulado do ano, 18,3 mil novas unidades consumidoras migraram para o ambiente, resultado praticamente estável em relação ao mesmo período de 2024, quando o setor apresentou o maior crescimento da sua história. Em Minas Gerais, o crescimento anual foi de 21,2%.

O que tem mais chamado atenção é que o mercado livre vem ganhando capilaridade fora dos grandes centros:

  • Rondônia registrou crescimento de 107% no acumulado do ano
  • Mato Grosso cresceu 86% em número de migrações
  • Tocantins apresentou expansão de 82%
  • Distrito Federal avançou 56%
  • Ceará também cresceu 56%
  • Piauí expandiu 51%
  • Pará registrou crescimento de 49%

Estados do Sudeste e Sul cresceram em ritmo mais moderado, mas mantêm a maior base de consumidores. São Paulo registrou 5.264 migrações, Paraná teve 1.904, Minas Gerais contabilizou 1.488 e Rio Grande do Sul somou 1.340 novas adesões. Esses quatro estados concentram mais da metade das novas migrações no Brasil.

Ao todo, o mercado livre reúne mais de 80 mil unidades consumidoras em  todo o país, segundo dados da CCEE. Um avanço que reflete o amadurecimento do modelo e o benefício percebido pela sociedade, que passa a demandar um fornecimento de energia mais flexível, competitivo e personalizado.

Momento estratégico para contratar com inteligência

Em cenários de volatilidade, a diferença entre pagar caro e economizar está na estratégia de contratação. Enquanto empresas expostas ao mercado spot enfrentam oscilações imprevisíveis, aquelas com contratos bem estruturados no mercado livre mantêm custos previsíveis e economia garantida em relação ao mercado cativo.

A Nova Energia possui expertise para identificar as melhores oportunidades de contratação mesmo em momentos de ajuste de preços. Nossa equipe monitora constantemente as condições de mercado e estrutura contratos que equilibram economia e proteção contra volatilidade.

A crescente migração de empresas para o mercado livre, com mais de 18 mil novas adesões neste ano, demonstra que os benefícios superam os desafios. Com análise criteriosa e negociação estratégica, é possível capturar economias significativas e garantir previsibilidade orçamentária.

Entre em contato com nossos especialistas e descubra como estruturar contratos inteligentes que transformam volatilidade em vantagem competitiva. A Nova Energia navega a complexidade do mercado para entregar resultados concretos para seu negócio.

Fonte: Diário do Comércio

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