Em 2025, mais de 21,7 mil novos consumidores passaram a operar nesse ambiente de contratação, elevando o total para cerca de 85 mil unidades consumidoras, responsáveis por aproximadamente 43% de toda a eletricidade consumida no país, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

O avanço reflete a adesão crescente de empresas a um modelo que permite maior autonomia na contratação de energia, condições comerciais mais flexíveis e a possibilidade de escolher fornecedores e fontes, inclusive renováveis. Esse movimento também fortalece a competitividade do setor e estimula novos investimentos em toda a cadeia elétrica.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a expansão do mercado livre representa um passo estratégico para o país. Segundo o ministro, o crescimento do modelo contribui para ampliar a liberdade de escolha do consumidor, fortalecer a segurança energética e criar um ambiente mais aberto e competitivo, preparado para uma abertura gradual e responsável do setor.

Abertura gradual amplia o acesso ao Mercado Livre

Atualmente, o Mercado Livre de Energia é acessível a empresas de diferentes portes que atendem aos critérios regulatórios vigentes, incluindo negócios de menor e médio porte em diversos setores. O novo marco regulatório amplia esse movimento ao prever a abertura gradual do mercado também para consumidores de baixa tensão, garantindo o direito de escolha de forma estruturada e segura.

De acordo com o novo marco regulatório do setor elétrico, a abertura para consumidores de baixa tensão das classes industrial e comercial está prevista até novembro de 2027, enquanto os demais consumidores, incluindo o segmento residencial, poderão acessar o mercado até novembro de 2028.

Crescimento se espalha por todo o país

Os dados de 2025 mostram que a expansão do Mercado Livre não se concentra apenas nos grandes centros. Os setores de serviços e comércio lideraram as migrações, com a entrada de 6.478 e 4.098 novos consumidores, respectivamente, até dezembro, conforme informações consolidadas pela CCEE.

Regionalmente, o crescimento ocorreu em todas as regiões do Brasil. O Nordeste registrou a entrada de cerca de 3.500 novos consumidores, seguido pelo Centro-Oeste (2.000), Norte (1.300) e um acréscimo superior a 14,7 mil consumidores nas regiões Sudeste e Sul. Os números reforçam a capilaridade do Mercado Livre e seu papel cada vez mais relevante na economia nacional.

Concluímos que…

O Mercado Livre de Energia já faz parte da realidade de empresas de diferentes portes que atendem aos critérios atuais de migração. O movimento agora é de ampliação desse modelo, que avança para incluir ainda mais consumidores nos próximos anos, fortalecendo a liberdade de escolha e consolidando uma nova dinâmica para o setor elétrico brasileiro.

Fonte: Correio Braziliense

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