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15 de julho, 2025
LEITURA DE 4MIN
A força invisível: Itaipu como pilar do setor elétrico no Brasil
A estabilidade da energia que sua empresa consome depende de um sistema complexo. Veja como Itaipu garante a segurança da rede e a viabilidade das fontes renováveis.
Itaipu Binacional não é apenas uma das maiores hidrelétricas do mundo — é também um guardião da segurança energética nacional. Gerando cerca de 10% da energia consumida no Brasil, abastecendo especialmente o Sul, Sudeste e Centro‑Oeste, e atingindo níveis que sustentam mais de 20 milhões de pessoas, Itaipu é, por excelência, a "bateria do sistema".
Capacidade e histórico de produção
- Instalada em 1984, com 20 unidades geradoras e capacidade nominal de 14 000 MW, Itaipu já produziu mais de 3 bilhões de MWh desde sua criação — alcançando recordes mundiais
- Com produção anual variável, Itaipu manteve médias próximas de 89 TWh por ano entre 2012 e 2021, consolidando-se como referência global em geração hidrelétrica
Energia firme: "bateria do sistema"
Enio Verri, diretor‑geral do lado brasileiro, sintetiza com clareza:
“Quando chega o fim da tarde, escurece e o vento para, quem garante energia … é a Itaipu. Hoje, ela é considerada a grande bateria do país” Essa analogia com a bateria representa bem o papel de Itaipu: uma fonte estável, capaz de suprir a diminuição de geração por solar ou eólica, evitando oscilação no fornecimento.
Benefícios econômicos diretos ao consumidor
- Bônus Itaipu: em 2024, Itaipu distribuiu R$ 1,2 bilhão em bônus na conta de luz de milhões de consumidores, reduzindo a inflação e aliviando os custos para 78 milhões de unidades residenciais.
- Repasses adicionais: ainda em 2025, a Binacional repassou cerca de R$ 3,2 bilhões para segurar o preço da energia e reforçar reservas técnicas.
Essas ações consolidam Itaipu como elemento estabilizador do custo da tarifa, além de gerar impacto macroeconômico positivo.
Inovação, transição energética e ESG
Enio Verri reforça a visão de Itaipu como vanguarda da transição energética:
“A primeira planta que aborda produção de eletricidade acompanhada por preservação ambiental é Itaipu” — já compartilhando experiências globais no G20, COP, missão da ONU.
Ainda sob sua gestão foram lançados:
- Programa "Mais que Energia": foco em educação ambiental, proteção de nascentes e infraestrutura em centenas de municípios
- Lançamento de geração solar flutuante no reservatório e pesquisa de óleo sintético/querosene de aviação e biogás em parceria científica .
- Grandes investimentos em Belém para a COP 30: R$ 1,3 bilhão em ações comunitárias e de gestão de resíduos.
Conclusão
Itaipu representa muito mais do que uma hidrelétrica: é um componente estratégico, mirando preço acessível, segurança de fornecimento e evolução sustentável. A visão de Enio Verri reforça esse panorama sob uma ótica moderna, que articula garantias energéticas, bônus na tarifa, inovação ambiental e articulação política nos acordos internacionais.
Fonte: Canal Energia
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