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14 de julho, 2026
LEITURA DE 3MIN
Inteligência artificial na abertura do Mercado Livre de Energia: o que muda na escala de atendimento e gestão
A abertura do Mercado Livre de Energia pode alcançar mais de 90 milhões de unidades consumidoras. Entenda o papel da tecnologia na gestão e no atendimento.
O mercado potencial do Mercado Livre de Energia já ultrapassa 90 milhões de unidades consumidoras no Brasil, segundo estimativa publicada em artigo do IT Forum em julho de 2026. Esse volume redesenha o desafio das comercializadoras: não basta ampliar a carteira de clientes, é preciso sustentar atendimento, gestão contratual e medição numa escala que o modelo tradicional não suporta.
A abertura do Grupo B, hoje em regulamentação, soma-se a cerca de 80 mil consumidores já migrados (dado de maio de 2026). Para o gestor que avalia contratar fora do mercado cativo, entender essa infraestrutura tecnológica passa a integrar a decisão.
Resumo rápido
- O potencial do Mercado Livre de Energia passa de 90 milhões de unidades consumidoras
- A abertura do Grupo B e a recontratação de clientes já migrados aumentam a pressão por escala
- A inteligência artificial passa a sustentar segmentação, simulação de custos, migração e acompanhamento contínuo
- Referências internacionais mostram comercializadoras evoluindo para plataformas de serviços
- Gestores devem avaliar a capacidade tecnológica e o pós-atendimento antes de contratar
Por que a abertura do Mercado Livre exige uma operação em outra escala?
A abertura do Mercado Livre de Energia repete um padrão já visto em setores regulados brasileiros: quando a concorrência passa a atender milhões de novos consumidores, a tecnologia vira condição de operação. Foi assim nas telecomunicações a partir de 1998, quando o fim do monopólio estatal levou o setor de 21,6 milhões de acessos em 1997 para 190,4 milhões em 2008, multiplicação absorvida por empresas que investiram em automação.
No setor elétrico, a regulamentação da abertura do Grupo B está em curso em 2026, o Mercado Livre já soma cerca de 80 mil consumidores migrados (dado de maio de 2026), e a recontratação de clientes de ciclos anteriores eleva o volume de operações que uma comercializadora precisa gerenciar sem perder precisão na medição.
Qual é o papel da inteligência artificial na jornada do consumidor migrado?
A inteligência artificial passa a estruturar a jornada completa do consumidor no Mercado Livre, da aquisição ao acompanhamento pós-contrato, segundo o artigo do IT Forum.
Na aquisição, modelos de segmentação identificam perfis com maior aderência à migração. Na decisão, simulações tornam mais claro o comparativo entre mercado cativo e contratação com uma comercializadora. Na migração, a automação reduz erro documental, sem alterar a instalação elétrica do cliente, que continua a mesma.
No relacionamento de longo prazo, dados de consumo sustentam um pós-atendimento mais próximo, elemento que pesa na decisão de empresas que buscam estabilidade nos custos.
Como a tecnologia sustenta a gestão de contratos, a medi ção e o risco no varejo de energia?
Gerenciar contratos, medição e risco em escala exige infraestrutura de dados além de planilhas e processos manuais, permitindo a comercializadoras evoluir de operadoras de contrato para plataformas de serviços.
O exemplo mais citado internacionalmente é o da Octopus Energy, no Reino Unido: a companhia construiu a plataforma própria Kraken, que passou de 32 milhões para 51 milhões de contas operadas entre 2023 e 2024, com receita recorrente crescendo 68%. A mesma lógica orienta comercializadoras que somam ao fornecimento serviços como auditoria de faturas e apoio no relacionamento com as distribuidoras, reduzindo a exposição do cliente varejista a erros de faturamento.
A distribuidora segue responsável por entregar a energia e manter a qualidade do fornecimento; a tarifa do serviço da rede elétrica continua existindo, e é a gestão contratual junto à comercializadora que determina o ganho de eficiência na outra parte da fatura.
O que gestores devem observar ao contratar no Mercado Livre?
A escolha da comercializadora deixou de ser decisão só de preço. Solidez, capacidade tecnológica de gestão contratual e qualidade do acompanhamento pós-migração pesam tanto quanto a tarifa negociada.
Comercializadoras com estrutura mais frágil enfrentaram dificuldades de liquidez e, em alguns casos, precisaram encerrar contratos no meio do caminho, reforçando a importância de avaliar histórico e solidez antes de assinar.
Vale observar se a comercializadora oferece simulações claras de custo, migração automatizada e documentada, e acompanhamento contínuo com gestão de faturas incorporada. Nenhum fator garante economia fixa, os resultados variam conforme o perfil de consumo, mas empresas que avaliam esses pontos tendem a ter uma transição mais estruturada.
Perguntas frequentes
A inteligência artificial substitui o atendimento humano na gestão de contratos de energia? Não. Ela automatiza etapas como simulações e migração, mas o acompanhamento contratual continua dependendo de relacionamento e suporte especializado, sobretudo em decisões sobre volume de consumo e risco.
A migração para o Mercado Livre exige alguma obra na empresa? Não. A instalação elétrica continua a mesma. A mudança ocorre no âmbito contratual: a energia segue entregue pela distribuidora, e a comercializadora responde pela parte negociada do fornecimento.
Por que a abertura do Grupo B aumenta a necessidade de tecnologia no setor? Porque o público elegível deixa de incluir só grandes indústrias e passa a somar milhões de pequenas e médias empresas, volume que exige automação para precisão de medição e agilidade no atendimento.
A conta de luz muda completamente depois da migração? A tarifa da distribuidora, referente ao serviço da rede elétrica, deve continuar existindo. O que muda é a parte referente à energia consumida, negociada diretamente com a comercializadora escolhida.
Conclusão
A abertura do Mercado Livre de Energia caminha para um volume de consumidores que nenhuma comercializadora sustenta só com processos manuais. A tecnologia, sobretudo a inteligência artificial aplicada à gestão de contratos, medição e atendimento, integra a infraestrutura necessária para operar essa escala com solidez.
A Nova Energia, como comercializadora especializada em varejo, acompanha esse movimento com estrutura própria de gestão contratual e pós-atendimento contínuo, apoiando empresas que avaliam migrar ou recontratar no Mercado Livre de Energia.
