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14 de novembro, 2025
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IEA alerta para riscos da geração distribuída solar no Brasil e pede revisão urgente
Agência Internacional de Energia aponta que Brasil enfrenta desigualdades tarifárias e riscos à estabilidade elétrica devido a incentivos excessivos à geração solar distribuída. Projeções indicam que modalidade pode atingir 70 GW até 2030, quase um terço da capacidade instalada. Saiba como empresas podem adotar estratégias energéticas mais seguras no Mercado Livre.
A Agência Internacional de Energia divulgou nesta quinta-feira um estudo recomendando que o Brasil revise com urgência as regras da geração distribuída solar. Segundo a IEA, o país enfrenta crescentes desigualdades nos custos pagos pelos consumidores de energia e sérios riscos à eficiência e à estabilidade do sistema elétrico devido aos incentivos atuais para pequenos sistemas solares.
A recomendação consta em ampla revisão da política energética brasileira. Apesar das críticas específicas à geração distribuída, a agência classificou o Brasil como líder na transição energética global.
Incentivos excessivos e crescimento acelerado
A IEA identificou que a geração distribuída de energia no Brasil conta com incentivo muito generoso e um plano de eliminação gradual dos benefícios muito lento. Essa combinação tem levado à implantação em massa de pequenos sistemas solares pelo país, criando desequilíbrios no sistema elétrico nacional.
As projeções da agência internacional apontam cenário preocupante. Com as regulamentações atuais, a geração distribuída fotovoltaica dobraria para cerca de 70 gigawatts até 2030. Esse volume representa quase um terço da capacidade instalada atualmente no Brasil considerando todas as fontes de geração.
Episódios críticos expõem vulnerabilidades do sistema
O segmento voltou ao centro dos debates no setor elétrico após dois episódios críticos neste ano nos quais o Brasil esteve à beira de apagões por excesso de geração solar. Esses incidentes revelaram fragilidades estruturais na forma como o país gerencia a proliferação de sistemas de geração distribuída.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico não tem gerência sobre os milhões de sistemas de geração solar distribuída espalhados pelo país. Com isso, o órgão se depara com recursos cada vez mais limitados para garantir a estabilidade do fornecimento em momentos de ampla geração e consumo baixo.
Subsídios bilionários e desigualdades tarifárias
A modalidade de geração distribuída, que engloba sistemas em telhados e fachadas e pequenas fazendas solares, enfrenta críticas crescentes por se beneficiar de subsídios bilionários:
- Os donos dessas instalações não arcam com os custos de uso da rede elétrica
- Continuam utilizando a infraestrutura de distribuição para injetar excedente e retirar energia quando necessário
- Esse arranjo transfere custos de manutenção e expansão da rede para consumidores sem geração própria
- Cria ônus tarifário substancial para quem não possui esses sistemas
Recomendações da IEA e pressão do setor
Embora a eliminação gradual dos benefícios esteja prevista em lei, a IEA afirma que o governo brasileiro deve pressionar por rápida reforma do projeto de medição líquida, alinhando o modelo às melhores práticas internacionais.
A avaliação se soma à pressão de distribuidoras e grandes geradores que pedem revisão do marco legal. Uma cobrança adicional para o segmento chegou a ser proposta na medida provisória 1.304, mas foi derrubada na Câmara dos Deputados. O ministro Alexandre Silveira lamentou a vitória de lobbies sobre o interesse público brasileiro.
Reação do governo brasileiro
O ministro de Minas e Energia afirmou que o estudo confirma, de maneira inequívoca, a liderança do Brasil na transição energética. Alexandre Silveira reafirmou compromisso em aprofundar parceria com a IEA para abrir novas fronteiras de inovação e desenvolvimento para o país.
Permanecem dúvidas sobre como o governo endereçará as críticas específicas sobre a geração distribuída, especialmente após a derrubada da proposta de cobrança adicional no Congresso Nacional.
O que isso significa para empresas
As discussões sobre reformulação da geração distribuída afetam diretamente empresas que avaliam investimentos em sistemas solares próprios. A possibilidade de mudanças nas regras cria incertezas sobre o retorno desses investimentos.
Para organizações que buscam reduzir custos energéticos sem depender exclusivamente de geração própria, o Mercado Livre de Energia surge como alternativa estratégica mais previsível. No Mercado Livre, empresas negociam diretamente com fornecedores, acessam energia renovável e estabelecem contratos de longo prazo que oferecem proteção contra volatilidades e incertezas regulatórias.
Estratégia energética sólida com a Nova Energia
As incertezas regulatórias envolvendo a geração distribuída reforçam a importância de estratégias energéticas diversificadas. O Mercado Livre de Energia oferece alternativa robusta e previsível, com economia de até 35% na conta de energia e acesso a fontes 100% renováveis.
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Fonte: MSN
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