Desde janeiro de 2024, milhares de pequenas e médias empresas no Brasil vêm migrando para o mercado livre de energia elétrica. Esse ambiente permite que os consumidores escolham livremente o fornecedor e o tipo de contrato, transformando a conta de luz em um fator estratégico de gestão de custos.

Um exemplo é a Oscar Flues, empresa centenária fundada em 1911 e referência nacional na fabricação de soluções de tampografia. Com unidades em São Paulo, Manaus (AM) e Pinhais (PR), a companhia atende diversos setores, como vestuário, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, brinquedos, automotivo e brindes personalizados.

Segundo Dimetri Ivanoff, sócio da Oscar Flues, a decisão de migrar foi motivada pelo peso da energia elétrica nas despesas operacionais. “Sempre acompanhamos o mercado e, quando vimos a abertura, buscamos a oportunidade de migrar. Hoje conseguimos economizar cerca de 20% por mês”, afirma.

Portaria abriu caminho para migração

A decisão da empresa foi possível após a publicação da Portaria nº 50 do governo federal, que entrou em vigor em janeiro de 2024. A norma permitiu que todas as indústrias ligadas em média e alta tensão migrassem para o mercado livre de energia, desde que os menores consumidores o fizessem por meio de agentes varejistas.

Com isso, empresas como a Oscar Flues puderam buscar comercializadoras idôneas e dar início à migração sem alterações na infraestrutura, já que a rede de distribuição permanece a mesma.

Crescimento acelerado do mercado

De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em junho de 2025 o mercado livre alcançou 77 mil unidades consumidoras. O número representa:

  • Crescimento de 57,7% em relação a junho de 2024 (48,9 mil unidades).
  • Alta de 123,8% em comparação a junho de 2023 (34,4 mil unidades).

Esse movimento demonstra o ritmo acelerado da adesão, que ganhou força a partir da abertura de 2024.


Previsibilidade e sustentabilidade como diferenciais

Além da economia direta, uma das principais vantagens do mercado livre é a previsibilidade dos custos, já que os consumidores ficam livres do sistema de bandeiras tarifárias, comuns no mercado regulado. No modelo cativo, o acionamento de termelétricas pode elevar significativamente a conta de luz no mês seguinte, enquanto no mercado livre os contratos negociados oferecem maior estabilidade.

Outro atrativo é a possibilidade de aquisição de certificados de energia renovável (I-Recs). Esses certificados atestam que a energia consumida é de fonte limpa, permitindo que empresas reforcem seu compromisso com a sustentabilidade e comprovem a rastreabilidade da origem da energia.

Segundo Fernando Lopes, diretor do Instituto Totum, essa prática tem atraído cada vez mais consumidores. “As empresas estão buscando formas de demonstrar sua preocupação com o uso de energia sustentável”, explica.

Um novo cenário para pequenas e médias empresas

O mercado livre de energia, que antes era restrito a grandes consumidores, hoje se consolida como alternativa estratégica para pequenas e médias empresas que buscam reduzir custos e alinhar suas práticas a metas de sustentabilidade.

A tendência é que esse movimento siga em expansão, consolidando o mercado livre como peça central para um setor elétrico mais competitivo, eficiente e alinhado às demandas atuais.

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Fonte: Valor Globo

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