No último dia 12 de julho, o Ministério de Minas e Energia (MME) participou de uma reunião na Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia, no Senado Federal.

Durante o encontro, foram apresentados diversos pontos, destacando-se a combinação de diferentes incentivos para impulsionar a transição energética no país. Essa abordagem, adotada em outros países, como Estados Unidos e bloco europeu, busca promover a mobilidade sustentável e a redução das emissões de carbono.

Confira a seguir as iniciativas apresentadas pelo MME, como o Programa Combustível do Futuro e a criação de um mercado de carbono, bem como o potencial do Brasil como líder na transição energética.

Programa Combustível do Futuro e a mobilidade sustentável

O Ministério de Minas e Energia ressaltou a importância da combinação de diferentes incentivos para promover a transição energética no Brasil.

Uma das iniciativas apresentadas foi o Programa Combustível do Futuro, que busca impulsionar a mobilidade sustentável de baixo carbono. Essa iniciativa integra o RenovaBio e o Rota 2030 e estabelece metas para o uso de combustíveis sustentáveis, como o SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e o Diesel Verde.

Além disso, propõe a adoção de medidas para a redução de emissões, como a utilização de E30 (gasolina com 30% de etanol) e a implementação de tecnologias de captura e estocagem geológica de carbono (CCS).

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Pietro Mendes, enfatizou a importância dessas medidas para a promoção da mobilidade sustentável e anunciou a intenção de enviar um Projeto de Lei para criar o Programa Combustível do Futuro no Brasil.

A necessidade de um mercado de carbono e o papel do Brasil na transição energética

Durante a reunião, o secretário Pietro Mendes ressaltou também a importância de criar um mercado de carbono que adote medidas alternativas e complementares para apoiar energias limpas no país.

Ele enfatizou que a transição energética é um desafio significativo e que é preciso empilhar incentivos para alcançar os objetivos estabelecidos. Além das medidas relacionadas ao Programa Combustível do Futuro, o MME destacou outras políticas públicas para redução de emissões, como o RenovaBio, que estimula a produção e o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira.

O potencial nacional de descarbonização do diesel verde e do combustível sustentável de aviação também foi destacado como uma oportunidade de liderança do Brasil na transição energética. O secretário mencionou que o país pode se tornar um líder da mobilidade e da descarbonização no hemisfério sul, expandindo sua influência também a países africanos e asiáticos.

Fonte: gov.br

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