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10 de julho, 2026
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Brasil economiza US$ 32 bilhões com energia renovável e fica em 3º lugar em ranking global
Levantamento da Irena (02/07/2026) mostra que o Brasil evitou US$ 32 bilhões em custos com combustíveis fósseis graças às renováveis em 2025
O mapeamento faz parte do relatório de custos da Irena e mostra que a expansão das fontes renováveis evitou, no total, US$ 480 bilhões em gastos com petróleo, gás e carvão no mundo em 2025 (Fonte: Irena, 02/07/2026).
Resumo rápido
- O Brasil economizou US$ 32 bilhões com combustíveis fósseis evitados graças às renováveis em 2025 (Fonte: Irena, 02/07/2026)
- O país fica em 3º lugar no ranking global, atrás de China (US$ 177 bi) e Estados Unidos (US$ 35 bi)
- No mundo, as renováveis evitaram US$ 480 bilhões em custos com combustíveis fósseis e 8,4 bilhões de toneladas de CO2
- Mais de 90% da nova capacidade renovável de larga escala instalada em 2025 já saiu mais barata do que a alternativa fóssil de menor custo
- A energia solar no Brasil custou em média US$ 37/MWh em 2025, um dos menores valores do mundo
Quanto o Brasil economizou com energia renovável em 2025?
O Brasil economizou US$ 32 bilhões em custos com combustíveis fósseis em 2025 por causa da participação das renováveis na matriz elétrica, segundo o relatório de custos da Irena divulgado em 2 de julho de 2026 (Fonte: Irena, 02/07/2026). O valor garante ao país a terceira posição num ranking liderado por China e Estados Unidos.
No total, o levantamento mostra que a expansão das fontes renováveis evitou US$ 480 bilhões em gastos com petróleo, gás e carvão no mundo em 2025. A China liderou a lista, com cerca de US$ 177 bilhões, o equivalente a cerca de 37% do total evitado, seguida pelos Estados Unidos, com US$ 35 bilhões, e o Brasil, em terceiro, com US$ 32 bilhões. Completam a lista Índia e Alemanha, com US$ 18 bilhões cada, e o Japão, com US$ 15 bilhões.
Por que as renováveis custam menos que os combustíveis fósseis?
Porque o custo de geração de solar e eólica caiu de forma consistente nos últimos anos. Em 2025, mais de 90% da capacidade renovável em escala de utilidade pública instalada no mundo já saiu mais barata do que a alternativa fóssil de menor custo, segundo a Irena (Fonte: Irena, 02/07/2026).
De acordo com o relatório, o custo nivelado da energia solar fotovoltaica (LCOE) se manteve estável em 2025, em US$ 44 por megawatt-hora (MWh), no mesmo patamar de 2024. Já a eólica onshore caiu 4%, para US$ 33/MWh, e a eólica offshore recuou 3%, para US$ 78/MWh.
No Brasil, o custo médio da energia solar ficou em US$ 37/MWh em 2025, um dos menores do mundo, atrás apenas da China (US$ 36/MWh) e próximo da Índia (US$ 35/MWh). Já a China segue como referência global em energia eólica: o LCOE da eólica onshore no país ficou em cerca de US$ 27/MWh, e o da offshore, em US$ 49/MWh, valores bem abaixo dos US$ 141/MWh registrados na eólica offshore dos Estados Unidos.
Do lado dos combustíveis fósseis, o cenário é oposto: a escassez de turbinas praticamente dobrou o custo de capital de uma nova usina a gás de ciclo combinado nos Estados Unidos, e os custos de geração a gás em mercados como Itália, Alemanha e Japão se aproximaram de US$ 100/MWh.
O que essa economia representa para a segurança energética?
Além de mais baratas, as renováveis funcionam como um amortecedor para países que ainda dependem de importação de combustíveis fósseis, segundo a Irena (Fonte: Irena, 02/07/2026). A agência associa a expansão renovável também à redução de 8,4 bilhões de toneladas de emissões de CO2 no mundo em 2025.
Em nota, o diretor-geral da Irena, Francesco La Camera, afirmou que a queda nos custos da energia renovável está gerando um "poderoso dividendo econômico" e que, para os países que ainda dependem fortemente de combustíveis fósseis, cada megawatt adicional de energia renovável fortalece a proteção contra a volatilidade dos preços da energia.
O relatório cita como exemplo três economias do Sudeste Asiático dependentes de importação de energia, Indonésia, Tailândia e Filipinas, que substituíram consumo de carvão e gás avaliado em US$ 5,7 bilhões por fontes renováveis em 2025.
Quais os desafios para os próximos anos?
O principal ponto de atenção apontado pela Irena é a queda no investimento em manufatura de tecnologias limpas, que recuou pela metade entre 2023 e o fim de 2025, somada à pressão de custos vinda do cenário comercial e tarifário internacional (Fonte: Irena, 02/07/2026).
Segundo o relatório, o investimento em manufatura de tecnologias limpas caiu de um pico trimestral de US$ 70 bilhões em 2023 para US$ 35 bilhões no final de 2025, enquanto os preços de commodities e componentes voltam a subir globalmente. A perspectiva da Irena é que os custos das renováveis continuem caindo até 2035, mas em ritmo mais lento do que o observado nos últimos anos.
Perguntas frequentes
Qual estudo mostra que o Brasil é o 3º país em economia com renováveis? O relatório de custos da Irena (Agência Internacional de Energia Renovável), divulgado em 2 de julho de 2026 com dados de 2025. O levantamento mede quanto cada país deixou de gastar com combustíveis fósseis por causa da participação das fontes renováveis na matriz elétrica.
Quais países economizaram mais que o Brasil com renováveis em 2025? Apenas China (US$ 177 bilhões) e Estados Unidos (US$ 35 bilhões) economizaram mais do que o Brasil (US$ 32 bilhões) em 2025, segundo a Irena. Índia e Alemanha aparecem na sequência, com US$ 18 bilhões cada, e o Japão, com US$ 15 bilhões.
O custo da energia solar no Brasil é competitivo globalmente? Sim. Em 2025, o custo médio da energia solar fotovoltaica no Brasil ficou em US$ 37 por megawatt-hora, um dos menores valores do mundo, atrás apenas da China (US$ 36/MWh) e próximo da Índia (US$ 35/MWh), segundo o relatório da Irena.
Conclusão
O levantamento da Irena reforça uma tendência que já vinha se desenhando na matriz elétrica brasileira: a participação de fontes renováveis segue reduzindo a exposição do país à volatilidade dos combustíveis fósseis, com reflexo direto nos custos de geração. Para o setor elétrico como um todo, os dados de 2025 sinalizam que a competitividade das renováveis deve continuar avançando até 2035, ainda que em ritmo mais lento, o que mantém o mercado atento ao comportamento dos preços da energia no médio e longo prazo.
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