A biomassa da cana-de-açúcar consolidou-se como a principal fonte de bioeletricidade no Brasil, respondendo por 70,1% da potência outorgada pela matriz, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Em março deste ano, a potência instalada alcançou 12.670 MW, superando inclusive a da hidrelétrica de Belo Monte, que possui 11.233 MW.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o país soma atualmente 643 usinas a biomassa outorgadas, com potência total de 18,1 GW. Apenas em 2025, o setor sucroenergético deve adicionar 758 MW à matriz elétrica, um resultado 11% acima da média anual registrada entre 2005 e 2024.

Apoio estratégico ao sistema elétrico

Embora represente apenas 8,2% da potência total a ser instalada no país em 2025, a biomassa tem papel estratégico para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso porque sua geração está concentrada nas regiões próximas a grandes reservatórios do Sudeste, responsáveis por 70% da capacidade hidráulica nacional.

De acordo com a Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), a bioeletricidade contribui para poupar até 15% da energia acumulada nos reservatórios. Durante a crise hídrica de 2021, esse reforço foi determinante para evitar um esgotamento crítico.

“A bioeletricidade sozinha não resolve, mas sem ela o problema seria bem maior”, afirmou Newton Duarte, presidente da Cogen.”

Quarta maior fonte de energia do país

Em 2024, a bioeletricidade atingiu a marca de 28.260 GWh gerados, consolidando-se como a quarta maior fonte de energia elétrica no Brasil, atrás apenas do gás natural.

  • 75% da geração veio do bagaço e da palha da cana.
  • O licor negro da indústria de papel e celulose respondeu por 5.118 GWh excedentes.
  • O volume gerado foi suficiente para abastecer 11 milhões de residências, o equivalente a 31,4 milhões de pessoas, número próximo ao dobro da população do Uruguai.

Benefícios ambientais

Além da segurança energética, a biomassa desempenha papel relevante na descarbonização. Em 2024, evitou-se a emissão de 6,1 milhões de toneladas de CO₂, equivalente ao plantio de 43 milhões de árvores nativas em 20 anos.

Desde 2005, a bioeletricidade adicionou 14,2 GW ao parque gerador nacional, correspondendo a 11% da expansão total da geração no período. Esse volume supera a capacidade da usina de Itaipu, de 14 GW.

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Fonte: Brasil Energia

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